O que é Medicina Integrativa Funcional ?

Sobre a Medicina Integrativa:

Primeiramente, vamos deixar claro que não existe no Brasil especializações para médicos em Medicina Integrativa, Funcional, Ortomolecular, etc...  o Conselho Federal de Medicina não reconhece essa área como especialidade ou área de atuação. O que existe é um conceito, uma filosofia.

O uso de drogas sintéticas para tratar condições de saúde era conhecido, apenas algumas décadas atrás, simplesmente como "Medicina". Hoje, este sistema está cada vez mais sendo chamado de "Medicina Convencional". Este é o tipo de medicina encontrada na maioria dos hospitais e clínicas. É muitas vezes cara e invasiva, mas também é muito boa em várias situações, como, por exemplo, em casos de emergência, tais como lesão maciça ou um acidente vascular cerebral fatal.


Qualquer terapia que geralmente é excluída pela Medicina Convencional é conhecida como "Medicina Alternativa”. É um termo genérico que inclui centenas de práticas, antigas e novas, que vão desde a acupuntura até a homeopatia e iridologia. Geralmente terapias alternativas estão mais perto da natureza, são mais baratas e menos invasivas do que as terapias convencionais, embora haja exceções. Algumas terapias alternativas são cientificamente validadas, outras não são. Quando uma prática de Medicina Alternativa é usada em conjunto com a Medicina Convencional,  passa a ser chamada de Medicina Complementar. Exemplo: o uso de xarope de gengibre para prevenir náuseas durante a quimioterapia. 

Em se tratando de Medicina Integrativa, esta tem uma definição oficial que é a seguinte:

"Ramo da Medicina que combina terapias médicas tradicionais, complementares e alternativas, para as quais há alguma evidência científica de alta qualidade de segurança e eficácia."

Em outras palavras, a Medicina Integrativa utiliza o que há de melhor do que é cientificamente validado das terapias da Medicina Convencionais e da Alternativa.

 

Mas esta é uma definição básica da Medicina Integrativa. 

Para os profissionais que a executam no dia a dia, a Medicina Integrativa é a medicina orientada para o processo de cura que leva em conta a pessoa como um todo (corpo, mente e "espírito"), incluindo todos os aspectos do estilo de vida. Ela enfatiza os procedimentos terapêuticos e faz uso de todas as terapias adequadas, tanto Convencionais quanto Alternativas.

Os princípios da Medicina Integrativa são:

 - Uma parceria entre o paciente e o médico no processo de cura.


 - Uso adequado de métodos convencionais e alternativos para facilitar a resposta da cura inata do corpo.


 - Consideração de todos os fatores que influenciam a saúde, bem-estar e doença, incluindo a mente, "espírito" e comunidade.


 - Uma filosofia que não rejeita a medicina convencional e nem aceita terapias alternativas de forma incondicional ou sem críticas.


 - O reconhecimento de que uma boa medicina deve ser baseada na ciência, guiada pela análise crítica, e estar aberta tanto para novos paradigmas quanto para quebrar antigos paradigmas.


 - Uso de intervenções naturais, eficazes e menos invasivas, sempre que possível.


 - Utilização dos conceitos mais amplos e atuais da promoção de saúde e a prevenção da doença, bem como o tratamento da doença.

Sobre a Medicina Funcional:

A Medicina Funcional em vez de olhar e tratar problemas de saúde como doenças isoladas, trata o indivíduo como um todo. Como no gráfico do iceberg abaixo, doenças como a diabetes, o câncer e a fibromialgia podem ser visíveis acima da superfície, mas de acordo com a Medicina Funcional, a causa reside na fisiologia alterada abaixo da superfície. Quase sempre, as doenças e os seus sintomas possuem uma causa subjacente e / ou um desequilíbrio do organismo.
Se o tratamento é voltado apenas para a ponta do iceberg, raramente levará a longo prazo o alívio e a cura completa. Identificar e tratar a causa ou as causas subjacentes, como a Medicina Funcional faz, aumenta a eficácia do tratamento e a chance de resolvermos com sucesso o grande desafio: caminhar na direção da saúde do paciente, e não termos como foco um simples sintoma ou doença.

Usando princípios científicos, testes e diagnósticos avançados reduzindo o uso de drogas medicamentosas ou cirurgias, a Medicina Funcional restaura o equilíbrio nos processos fisiológicos do organismo. O objetivo: Longevidade Saudável.

Para combater condições crônicas de saúde, a Medicina Funcional utiliza dois princípios cientificamente fundamentados:


1 - Adicionar o que está faltando no corpo para direcionar sua fisiologia de volta a um estado de funcionamento ideal.


2 - Remover qualquer coisa que impeça o corpo de se mover em direção a este estado otimizado da sua fisiologia.


Falando de forma clara, o seu corpo naturalmente quer ser saudável. 

Mas aquilo que é necessário para o corpo funcionar no seu melhor estado pode estar faltando, ou algo pode estar no caminho atrapalhando o processo. A Medicina Funcional primeiro identifica os fatores responsáveis ​​pelo mau funcionamento. Em seguida, tratamos esses fatores de uma forma adequada à situação particular e individual de cada paciente.

 

Muito frequentemente, os profissionais de Medicina Funcional usam testes laboratoriais avançados para identificar a causa ou causas raízes do problema de saúde do paciente, mas também métodos de diagnósticos simples e muitas vezes esquecidos ou negligenciados, como uma história dos sintomas bem fundamentada, além de relarcionar esses sintomas com as atividades e estilo de vida . Para os tratamentos, os profissionais de Medicina Funcional usam uma combinação de agentes naturais (suplementos, ervas, nutracêuticos e remédios homeopáticos), alterações nutricionais e de estilo de vida, aconselhamento espiritual / emocional e produtos farmacêuticos (quando necessário) para estimular a fisiologia de um paciente de volta para um estado ideal. Além disso, educar o paciente sobre sua condição é estimulá-lo para cuidar de sua própria saúde, levando a um maior sucesso no tratamento.

No modelo de cuidados de saúde que hoje é dominante, a medicação é usada para buscar alívio dos sintomas das pessoas. Se o paciente deixa de tomar a medicação, os sintomas geralmente retornam. A Medicina Funcional aborda os problemas de saúde de modo diferente. Em vez de mascarar o problema, visamos restaurar o funcionamento natural do corpo. Quando os profissionais da Medicina Funcional prescrevem medicamentos,  na verdade estes são usados ​​para suavemente guiar a fisiologia do paciente em uma direção positiva onde o paciente não vá mais precisar deles.

Também é importante notar que na Medicina Funcional, os tratamentos para sintomas semelhantes podem variar tremendamente para diferentes pacientes, de acordo com a história clínica e os resultados dos testes laboratoriais de cada um. 


Você pode se surpreender ao saber que a Medicina Funcional não é nova. Na verdade, representa um retorno às raízes da moderna medicina científica, capturado nesta declaração por Sir William Osler, um dos primeiros professores da Johns Hopkins University School of Medicine e mais tarde o seu médico-chefe:

"Um bom médico trata a doença; um grande médico trata o paciente que tem a doença."  

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