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METANÁLISE CONFIRMA HIPERSENSIBILIDADE ALIMENTAR NO AUTISMO



"Pesquisadores evidenciam uma associação entre hipersensibilidade alimentar e o Transtorno do Espectro Autista, ressaltando que meninas e indivíduos com menos de 12 anos podem ser mais sensíveis a essa associação."

Essa METANÁLISE foi publicada em outubro de 2020 (menos de 1 ano atrás) e conclui que existe uma forte relação entre hipersensibilidade alimentar e autismo, os pesquisadores ainda fazem a relação dos sintomas gastrointestinais e a repercussão no comportamento / neurodesenvolvimento, o mecanismo ocorre através do aumento de citocinas inflamatórias, moléculas neurotóxicas, que vão ativar a microglia no cérebro e favorecendo a neuroinflamação local, tendo como gatilho a hipersensibilidade alimentar.





De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 90% das pessoas autistas apresentam algum problema gastrointestinal e isso reforça que se deve SIM ser investigado e tratado esses distúrbios.


Não é surpresa que a principal via de tratamento é o direcionamento nutricional.


Não existe cura do autismo, não existe dieta para autista, não existe dieta que cure autismo e muito menos através de brócolis e restrição alimentar. (A abordagem nutricional DEVE INCLUIR ALIMENTOS mais do que retirar)


O que existe é um olhar diferenciado para as pessoas autistas, considerando a alta prevalência dessas comorbidades (no trato gastrointestinal, imunológicas, de origem orgânica) que o tratamento TAMBÉM considere o planejamento alimentar (isso em qualquer ser humano) e que deve ser individualizado atendendo a necessidade particular de cada indivíduo, realizado junto com um nutricionista.


A abordagem nutricional para o TEA não possui protocolos, mas é urgente que haja a otimização e correção alimentar individualizada com base NA CLÍNICA, EXAMES LABORATORIAIS, nas metanálises e revisões sistemáticas que evidenciam os diversos mecanismos bioquímicos e metabólicos que impactam no sistema neurológico e consequentemente em muitos sintomas do autismo.


As comorbidades no autismo são altamente negligenciadas e reduzem de forma assustadora a qualidade de vida do autista, e adivinha? A maioria delas estão relacionadas com problemas nutricionais e metabólicos.


Bebês autistas de 2 anos de idade estão recebendo prescrições de medicamentos psiquiátricos por pessoas que, é claro, não estudam, não leem, não se atualizam e não entendem nada sobre o impacto nutricional no autismo.


Acabar com esse abuso de medicações é a minha bandeira, e você, está comigo?

Sds,

Dra Tielle Machado

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📚 REFERÊNCIAS:

Li, H., Liu, H., Chen, X. et al. Association of food hypersensitivity in children with the risk of autism spectrum disorder: a meta-analysis. Eur J Pediatr 180, 999–1008 (2021). https://doi.org/10.1007/s00431-020-03826-x


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